Osada Steve

Uma entrevista com Osada Steve desde o começo de sua trajetória com cordas até os dias atuais.

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Esta entrevista foi realizada por Dave Rickman (Wykd Dave), entre novembro de 2013 e fevereiro de 2015, e encontra-se originalmente no site rope-topia.com. A autorização para tradução e publicação aqui na Arte Shibari Brasil foi dada pelo próprio Osada Steve.

 

Qual foi a primeira experiência que o trouxe para este mundo “diferente”?

Osada Steve – Eu mal era capaz de levantar o nariz acima do parapeito da janela, quando vi um casal de jovens adolescentes caminhando do outro lado da rua, em direção a um bosque. Apesar dos gritos estridentes, a única resistência modesta foi quebrada. Uma vez na grama alta, o inevitável aconteceu, continuando por horas a fio. Não era um estupro! Esse mesmo ritual se repetiu quase que diariamente durante todo o verão.

Isso me marcou muito e me levou cedo a querer ter o controle das coisas que envolvem o domínio com o amor. Com o passar dos anos comecei a “reproduzir” as cenas desta infância e, como as coisas evoluíram, comecei a introduzir a corda neste jogo.

Você se lembra da primeira vez que viu o estilo de escravidão japonesa com cordas?

Osada Steve – Nos anos 70, eu passei um bom número de anos viajando ao redor da Ásia. Uma noite, eu encontrei uma revista japonesa que mostrava homens que usavam cordas para infligir prazer às mulheres de forma bruta e rude. Isso provocou em mim os mesmos sentimentos que tive ao ouvir aqueles gritos lascivos na frente da minha janela duas décadas antes.

Como você chegou ao Japão?

Osada Steve – Eu estava levando uma vida bastante agitada no Sudeste da Ásia. No entanto, como o passar dos anos cansei de viver carregando uma mala. E assim, em 1979, cheguei a Tóquio, com uma centena de dólares na mão.

Uma vez no Japão, o que aconteceu em seguida?

Osada Steve – Comecei banqueteando-me com vídeos e observando os primeiros trabalhos de Nureki Chimuo, e testemunhando o gênero Kinbaku evoluir e amadurecer. Nesta mesma época, os filmes pornôs SM com cordas começaram a ser exibidos em cinemas através da Nikkatsu Corporation.

Em meados dos anos 90 eu estava fazendo audições diárias de fotos com mulheres para capas de revistas. Depois de cada sessão “oficial”, quatro em cada cinco participantes realizavam encenações de vídeos de Shibari. Em alguns anos fazendo isso, eu devo ter amarrado bem mais de 500 mulheres antes de me tornar o deshi (aprendiz) de Osada Eikichi.

Como foi o seu primeiro encontro com Osada Eikichi?

Osada Steve – Eu conheci Osada Eikichi em 1998, quando ele estava realizando a produção de uma série de trabalhos para uma revista.

A primeira vez que nos encontramos e conversamos foi no Bar Bondage, em Shinjuku. Logo depois sensei Osada começou a fazer performances semanais no Bar Mistress, em Roppongi. Em pouco tempo eu estava ajudando-o durante seus shows. Minha tarefa principal era operar a polia enquanto sensei fazia seu trabalho de chicote e pingos de cera quente sobre a modelo suspensa.

Em 2000, eu readequei meu estúdio de fotografia em um espaço para shows do sensei Osada Eikichi.

Como se desenvolveu seu relacionamento com Osada Eikichi?

Osada Steve – Sensei, sua parceira de shows e eu estávamos agora gerindo nosso próprio lugar (Estúdio SIX). Eu ainda era o principal homem da polia e, após os shows, sensei ia relaxar em um sofá e ficava assistindo-me fazer várias tarefas. Foi durante um daqueles momentos que sensei disse para sua parceira: “Depois que eu for embora, Steve deve continuar meus shows. Ele deve fazê-lo até que aperfeiçoe o meu estilo. Depois disso, ele deve encontrar o seu próprio estilo”.

Naqueles dias eu não dei muita atenção a esse tipo de conversa. Tudo que eu queria era amarrar as mulheres e estar perto de meu mentor. Tornar-me um performer era algo distante de meus desejos. No entanto, ao longo do tempo, sensei se tornou mais e mais frágil. No final, era eu quem o acompanhava e amparava todos os seus passos, até mesmo para ir ao banheiro.

Quando você começou a fazer show sozinho?

Osada Steve – Em 20 de janeiro de 2001, sensei desabou no palco e passou os últimos oito meses de sua vida em um lar para idosos, enquanto eu continuava seus shows em seu nome. Foi durante esse tempo que Oda Hisashi , o proprietário da rede de clubes Jail SM, assumiu um papel de aconselhamento sobre como conservar o acervo do meu sensei, e foi finalmente decidido que eu deveria herdar o nome Osada. Eu continuei realizando as apresentações no estilo de Osada Eikichi até depois da sua morte, até que eu conseguisse alcançar o domínio pleno de seu estilo, como ele queria.

Assistindo esses shows, pode parecer fácil, mas o desempenho do padrão do sensei, que aos 75 anos, era composto por 32 etapas, incluindo quatro padrões de suspensão diferentes dentro de um prazo de 40 minutos, não é nada fácil! Sensei não foi chamado de o performer mais rápido de corda por nada. Pode-se dizer que este período no início da minha carreira me ensinou muito sobre velocidade.

De que forma você foi recebido como um ocidental fazendo shows no Japão?

Osada Steve – Naqueles dias, havia muito poucos artistas: eram principalmente Akechi Denki , Randa Mai e Kazami Ranki. Todos os três foram sempre muito gentis comigo.

Havia também os organizadores que trabalharam com Osada Eikichi. Eles estavam dispostos a me dar uma chance.

E então houve uma audiência. Dada a escassez de “artistas” na época, deve ter sido uma brisa fresca para eles assistir a este estranho estrangeiro fazer suas coisas com cordas. No entanto, ocidental ou não, no final do dia, tudo foi sobre cordas.

Quando Osada Eikichi faleceu, eu imagino que foi um momento de muitas incertezas. Como você lidou com isso?

Osada Steve – A questão maior é que eu nunca imaginei subir no palco. Não é o que me excita. No entanto, uma vez que eu tinha aceitado o nome Osada eu considerei ser meu dever manter o legado de Osada Eikichi vivo. E eu fui em frente para proporcionar entretenimento com cordas mantendo o legado do sensei. Nos anos seguintes, realizei bem mais de mil apresentações em palcos grandes, bem como centenas de vídeos (agora lendários) Kinbaku Live Nights @ Studio SIX.

Você era conhecido como Dr. D Vice. O seu caso deve ser o mais famoso de mudança de nome na cena de corda. Deve ser muito raro para um ocidental ter sucesso no Japão neste campo e praticamente inédito para alguém do Ocidente em herdar o nome de um mestre japonês. Como foi isso para você?

Osada Steve – Eu venho de um trabalho jornalístico, tendo entrevistado e/ou fotografado pessoas de Bill Gates até o Dalai Lama, escrevendo sobre política, economia, etc., por várias linhas diferentes. O nome de Dr. D Vice foi o meu pseudônimo para o material kinky.

Assim, adotando o nome artístico Osada Steve foi mais como assumir um personagem diferente nessa “mudança”. Na verdade, eu continuei a usar o nome de Dr. D Vice simultaneamente por mais alguns anos.

Você tem executado seu trabalho como muitos dos melhores e mais respeitados nomes do Bondage japonês. Isso foi assustador? Ainda é? Como é isso para você?

Osada Steve – Vamos lá, três exemplos:

Em 2001, eu fiz um desempenho memorável no estilo Osada Eikichi, no Jail Roppongi. À minha frente os melhores do mundo do Kinbaku japonês, incluindo Akechi Denki. Foi neste evento que tive de provar a minha coragem e técnica para ganhar o direito de ser digno do nome Osada.

Em 2002, eu dividi o palco com Kazami Ranki no Loft Plus One. Admiro sensei Kazami demais porque ele tem trabalhado muito, mas muito duro para chegar ao topo. Ele sempre foi muito gentil comigo, e é como o irmão mais velho que eu nunca tive.

Em 2003, eu dividi o palco com Akechi Denki e Shima Shikou pelo Sadistic Circus, que é, de longe, o maior evento anual em Tóquio, atraindo multidões. Esta extravagância é organizada pelo proprietário do Black Heart Fetish Club, em Ginza.

Eu sou viciado em corda, eu quero amarrar, amarrar e amarrar. Eu sei quando vou entrar na minha “zona de ação” poucos segundos antes de tocar na corda, quando um animal selvagem está aqui dentro, assumindo. Isso pode explicar porque eu nunca tive freios, independentemente de quem possa estar sentado na plateia.

Hoje você já está claramente aceito dentro da comunidade de escravidão com cordas no Japão, e tem trabalhado muito com Sugiura Norio, e foi citado por Hajime Kinoko como uma influência. Foi difícil tornar-se aceito?

Osada Steve – Se um gênio como Sugiura Norio me contrata para fazer Kinbaku nas suas sessões de fotos, para mim é o maior elogio que se pode obter. Que eu viva muito ainda com minhas habilidades de Shibari para endossar a essa colaboração que recebi. Eu sou muito grato pela confiança do sensei Sugiura em me ajudar a chegar a um nível completamente novo.

Em meu livro, Hajime Kinoko faz um trabalho com extrema agilidade de mãos e dedos. Eu acho que Dexter (de destro) devia ser seu nome do meio. Se você diz que ele diz coisas boas sobre mim, eu fico muito lisonjeado.

Ter uma grande modelo é um grande trunfo para um rigger. Um nome que tem sido particularmente ligado ao seu trabalho é a de Asagi Ageha. Qual é o seu ponto de vista sobre as modelos com que você trabalhou e pelo papel que têm desempenhado na sua própria carreira?

Osada Steve – Pessoalmente, eu prefiro um menor volume de modelos talentosas e gosto de atuar com a mesma parceira por um longo período de tempo. No entanto, no circuito profissional é esperado do Nawashi fornecer um fluxo constante de novos rostos. Por conseguinte, o mesmo modelo é raramente usado mais do que apenas algumas vezes. Como resultado, existem poucas modelos de cordas ditas “estrelas”.

A estrela feminina precisa oferecer mais do que apenas um corpo e um rosto bonito. Uma dessas mulheres é Asagi Ageha que, além de ter carisma, tem um excelente entendimento de tempo e espaço, e em sua totalidade, tem uma tremenda “presença de palco”. Já fizemos bem mais de mil shows juntos.

É claro que eu não poderia sobreviver se eu não trabalhar também com centenas de outras modelos. A chave para uma relação satisfatória é a compatibilidade. Se uma mulher responde positivamente aos meus comandos, se ela me inspira, então eu posso fazer um bom trabalho.

Dos grandes nomes do Bondage japonês que conhecemos no Ocidente, você acha que são grandes por quê?

Osada Steve – A grandeza não vem durante a noite. Fazer suspensões extravagantes ou um Shibari em um número de “circo” não é o que faz um mestre.

Quando se trata de grandeza, eu acho que só há uma pessoa viva que merece esse atributo – e que é o grande mestre Yukimura Haruki, pelo mérito de ter elevado seu estilo particular de Shibari a uma forma de arte. A parte mais difícil é conciliar a parte técnica do Shibari com os aspectos mentais de comunicação em um nível emocional profundo. É um caminho longo e traiçoeiro até chegar ao topo, ainda mais que a atração pelo dinheiro e a pornografia, arrebatam os fracos.

Existem figuras importantes na história da escravidão japonesa que você sente que devem ser conhecidas pelo Ocidente?

Osada Steve – Grande parte da “história” é agora amplamente conhecida. Para resumir brevemente, existe a arte marcial do hojojutsu (aka hobakujutsu, torinawajutsu, nawajutsu) onde tudo o que fazemos hoje está fundamentado, e que sofreu uma morte lenta no final do período Edo. O kabuki (teatro japonês) e as xilogravuras mantiveram o uso da corda vivo nas mentes dos japoneses. Avançando rapidamente e encontramos Ito Seiyu com sua arte retratando o uso da corda sendo usada para a punição e tortura e, seguido pelo mercado emergente de edição impressa em massa, no pós-guerra, o Shibari foi apresentado como algo a ser exibido como prazer erótico.

E no último capítulo, temos grandes nomes como Osada Eikichi, Akechi Denki, Nureki Chimuo e agora Yukimura Haruki. Eu digo “grandes”, porque cada um deles tem dado uma contribuição significativa no aprimoramento da arte do Bondage japonês. Simplificando, se não fosse por Osada Eikichi não estaríamos fazendo esta entrevista. E se não fossem os outros três grandes mestres, não há como saber em que situação o Shibari estaria hoje.

Quanto a artistas de corda japoneses que até agora não tenham aparecido no radar do Ocidente, eu cito que Miura Takumi é talvez o mais subestimado Nawashi fora do Japão. Além disso, há uma série de incríveis Nawashis que não procuram o centro das atenções do público, então eu não tenho a liberdade de mencionar seus nomes.

Você foi conhecido como um professor por um longo tempo. Considera importante o que ensina?

Osada Steve – Acho que é gratificante poder ajudar uma pessoa ao longo de sua vida ou de sua jornada de descobertas. Muitos dos meus alunos mais regulares fazem viagens anuais ao meu dojo para permanecerem por lá durante várias semanas a cada vez. Em um dia típico eles vão treinar por quatro horas – ou com o seu próprio parceiro ou com um de meus modelos.

Acho que ajuda eu ter a capacidade de explicar a lógica e a filosofia existentes por trás de cada movimento em uma linguagem que o aluno compreenda. Além de “esta corda vai aqui”, o aluno irá aprender sobre muitas partes intangíveis, mas importantes, que contribuem para a realização das sessões de corda profundamente satisfatórias.

Depois de ter amarrado por anos, são principalmente aquelas coisas intangíveis que estão internalizadas na vida de um professor. Para ajudar o aluno a adquirir uma compreensão mais profunda eu tenho desenvolvido o que eu chamo o “Nine Gates of Osada-ryu”, que é lidar com alguns conceitos importantes, como Ma-ai (間 合 い), Sabaku (捌 く), urawaza (裏 技), Ki (気), Kankyū (緩急), Muganawa (無 我 縄), entre outros. No topo estão todas essas coisas que não podem ser simplesmente escritas e sim transmitidas verbalmente (kuden – 口 伝).

Existem alguns Osada-ryu dojos dirigidos por instrutores licenciados Osada-ryu no mundo ocidental. Eu tive o privilégio de visitar aquele em Copenhagen, e eles têm um espaço maravilhoso, além de totalmente Ethos. Como eles surgiram?

Osada Steve – Atualmente existem quatro instrutores licenciados em três cidades (Copenhagen, Viena e Melbourne). Pelo fato da certificação dos dojo Osada-ryu exigir anos de repetidas visitas ao Japão e muita dedicação, você não vai ver um número significativo de franquias aparecendo frequentemente. Mesmo depois da obtenção dessa licença é imperativo fazer visitas regulares a Tóquio para garantir autenticidade e ensino coerente, mas sem sufocar a interpretação individual e o desenvolvimento de cada instrutor.

A ideia de ter dojos Osada-ryu no exterior é a transferência de know-how sobre o Bondage Japonês em um ambiente seguro que oferece treinamento regular e ampliação de oportunidades. No início isso foi alavancado por minhas turnês anuais, compartilhando interesse e conhecimento em primeira mão na arte japonesa do Kinbaku. Com muita dedicação esse caminho foi pavimentado, e hoje compartilhamos o Shibari/Kinbaku pelo globo.

Você sempre continuou a ser um estudante da escravidão com cordas, mesmo no meio de sua própria carreira de sucesso. Quais foram as influências mais importantes no desenvolvimento de seu próprio estilo? Quem são os seus mestres favoritos?

Osada Steve – Quando eu comecei, precisei de uma grande dose de perseverança e compromisso para ser aceito como aluno.

No caso de Akechi Denki, quando me aproximei dele, ele primeiro fez uma série de investigações para saber se eu era competente, mesmo eu sendo um performer de corda conhecido.

Com Yukimura Haruki, eu estava cobrindo seu trabalho de eventos desde 2001, mas foi preciso esperar até 2007 para ele concordar em começar a me ensinar.

Hoje, qualquer pessoa com dinheiro e tempo suficiente pode pagar por aulas particulares de Shibari/Kinbaku, ou participar de eventos e workshop´s, independentemente de dedicação e esforço. Claro que os novatos não podem reconhecer os maus instrutores, o que vem a ser uma tragédia.

Sou abençoado pela sabedoria combinada e acumulada que recebi de cada um dos meus senseis ao longo de várias décadas, que hoje residem dentro da minha cabeça e estão incorporadas em minha alma. Isso é algo que o dinheiro não pode comprar. Yukimura Haruki, que está imbuído de um espírito especial, é para mim como pai, mãe, e sensei tudo de uma só vez. Eu sou muito grato a ele por me doar seu tempo.

Sendo o primeiro ocidental a se tornar um sucesso como profissional em escravidão de cordas no Japão, você tem sido a referência mais importante de informação autêntica para os amantes do Bondage japonês. Seu ensinamento é repetido (com diferentes graus de precisão) em todo o mundo. Como você se sente sabendo que é esse personagem?

Osada Steve – Eu continuo a ouvir essas coisas, que as pessoas que eu nunca vi ou conheci foram influenciadas e inspiradas depois de verem meu trabalho, então eu não vou discutir isso. No final do dia, eu sou apenas um cara simples, fazendo coisas simples. Eu não tenho nenhum interesse particular na propagação de qualquer evangelho sobre esse assunto.

Em relação à enorme onda de popularidade que Bondage japonês ganhou nos últimos anos, vejo como algo positivo. Alguns podem acreditar que isso vai diluir o espírito tradicional da arte, mas isso não significa que as pessoas que seguem o seu coração irão mata-lo.

Dos seus trabalhos de Bondage japonês até agora (filmes, vídeos, livros, shows, sessões de estúdio, etc.), qual deles é seu favorito e por quê? Existe algo que lhe deixa particularmente orgulhoso?

Osada Steve – Para ser honesto, eu tenho a tendência de gostar de trabalhos que pagam bem. Como os 15.000 euros que recebi para fazer quatro shows em Berlim. Ou a taxa “especial” para a produção de um vídeo “hard”, que me rendeu um bônus de 500.000 ienes extras do presidente do projeto para o que ele chamou de “super hard” além de suas expectativas.

No entanto, depois de fazer mais de um milhão de dólares com Shibari, eu preciso reavaliar as minhas opções. Eu definitivamente não quero fazer shows, e eu não gosto muito de fazer filmes. O que eu mais gosto são as minhas sessões de estúdio.

Eu não fiz nada especial que me deixe particularmente orgulhoso.

Existe alguma coisa que você ainda não tenha conseguido e que queira fazer?

Osada Steve – Um dia, eu quero escrever um livro sobre os pontos mais delicados do Kinbaku. No entanto, eu tenho medo de que muito do texto permanecerá insondável por um tempo. Noventa por cento dos leitores não irão entender o que eu estou tentando dizer, e a outra metade restante irá achar que eu sou um idiota. Por isso, continuará a ser um sonho como tantos outros negócios inacabados.

O que você acha da nova geração de shibaristas emergentes tanto no Japão como no resto do mundo? Há alguém em particular? As pessoas devem prestar atenção para alguém que eles podem não ter ouvido falar?

Osada Steve – Eu estou vendo um monte de novos riggers que estão na fase de amarrar “arreios de fantasias” (com os braços batendo livremente), e que gostam de fazer uma dúzia de nós sem efeitos cada vez que tocam na corda – enquanto a verdadeira essência do Kinbaku está iludindo-os (por não a conhecerem). Mas, como dizem, se o leite permanece por muito tempo parado, a nata sobe para o topo.

Quais são as suas esperanças para o futuro do Kinbaku?

Osada Steve – O Kinbaku ajudou a me encontrar. Espero que muitos outros possam descobrir que existe uma grande profundidade de conhecimento e satisfação para ser adquirida, e que vão muito além dos meros aspectos técnicos. Gostaria que as pessoas seguissem o seus corações.

 

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